• Bruna Moraes

Por que há dificuldade em falar "do problema" mesmo em uma sessão de terapia?

Atualizado: 4 de Jun de 2020


Às vezes, quando estamos na terapia há algum tempo (ou quando acabamos de chegar nela), podemos rodear em volta do nosso problema mas não falar sobre ele. Justo em uma sessão de terapia, o famoso lugar "onde se fala sobre problemas". O fato é que quando rodeamos ou evitamos algum assunto, é por que ainda não conseguimos encarar este problema em específico de frente. E tudo bem... Às vezes não é fácil mesmo falar sobre determinadas questões.

Quem faz terapia e está em uma situação parecida pode se identificar:

  • Povoar sua sessão com cenários, situações e histórias que aparentemente não tem ligação com "o problema";

  • Ocupar boa parte da sessão falando sobre a história e vida de amigos, parentes, etc;

  • Nomear um problema, angústia ou questão secundária como algo urgente;

  • Ainda sair da sessão com aquele incomodo.

Há vários exemplos como: vir para a terapia com o objetivo de discutir a vida conjugal e só conseguir falar do trabalho; se queixar da organização da casa quando não se consegue pensar na falta que uma figura próxima lhe faz; contar sobre sua inacabável ira contra alguma pessoa e não olhar para sentimentos de tristeza sobre si mesmo, etc - ad infinitum. Cada vida e história é diferente.

Esta evitação não acontece de um modo deliberado, ou de propósito, pois quem vai à psicoterapia está lá com o intuito de resolver o que incomoda. A evitação é simplesmente um mecanismo que o seu sistema psíquico usa para proteger-se de uma possível dor ou desconforto, assim como nossas terminações nervosas evitam a dor física. O corpo nos afasta da sensação física indesejada, nosso inconsciente pode nos afastar de sentimentos, emoções ou lembranças indesejadas também.

A questão é que o "rodeio" também é interpretado em uma sessão de terapia, de modo que o profissional irá compreender este comportamento como um aviso de que seu paciente ou cliente ainda não está pronto para falar sobre o assunto em particular e deve respeitá-lo. Se o paciente não está pronto para falar, ele não está pronto, ponto final. Nestes casos o terapeuta vai trabalhar outras questões com o paciente, possivelmente seu fortalecimento emocional. Todos os outros assuntos que vierem em substituição ao "principal" em uma sessão de terapia será conversado, compreendido e interpretado também.

Se você faz terapia há algum tempo e sente que que não está conseguindo tocar "naquele ponto", converse com seu terapeuta sobre isso. Talvez vocês construam uma solução ou você tenha um insight que irá te ajudar.

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Bruna Moraes
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